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domingo, 12 de dezembro de 2010

As Brumas de Avalon

as-brumas-de-avalonA obra foi dividida pela autora em quatro momentos (ou tomos). Na versão estadunidense, encontramos todos os volumes num único livro. O romance, além de narrar cerca de 70 anos ou mais (inicia-se anterior ao nascimento de Morgana e narra fatos dela já em idade bem avançada),explora fatos históricos preenchendo as lacunas ignoradas sobre a influência do paganismo e das mulheres na formação da Bretanha.
São estas as divisões:
A Senhora da Magia
A Grande Rainha
O Gamo Rei
O Prisioneiro da Árvore
Relacionados a esta obra, temos Queda de Atlântida (volume I e II), e Ancestrais de Avalon (póstumo e encerrado por sua colega), Casa da Floresta, Senhora de Avalon, Sacerdotisa de Avalon, Brumas de Avalon. No entanto, não foram desenvolvidos linearmente pela autora.
Como o leitor de Brumas de Avalon pode notar, Viviane, Morgaine, Kevin -O Bardo, Mordred, Igraine e Uther já se encontraram em outra vida; o primeiro encontro se dá em Queda de Atlântida e estende-se por Ancestrais de Avalon, com a chegada dos atlantes à Bretanha. Em Casa da Floresta, novamente alguns personagens se cruzam em papéis diferentes.
O volume de Senhora de Avalon conta com uma extensão de Casa da Floresta, tendo aí uma visão mais aprofundada da vida na comunidade de Avalon, temos um salto na segunda história para a expansão do domínio romano na Bretanha (que segue-se no livro Sacerdotisa), fechando na terceira história o passado de Viviane, o que dá gancho para as Brumas. O romance Sacerdotisa de Avalon, explora a lenda de Santa Helena, mãe de Constantino, primeiro imperador romano (que tinha pais pagãos) e a escolha política da nova religião para o império. São livros independentes entre si, mas o bom leitor sente as ligações e compreende a complexidade narrativa desta autora famosa pela série Darkover.

O cortiço




o-corticoO cortiço é um romance de autoria de Aluísio Azevedo e foi publicado em 1890.

É um marco do Naturalismo no Brasil, onde os personagens principais são os moradores de um cortiço no Rio de Janeiro, precursor das favelas, onde moram os excluídos, os humildes, todos aqueles que não se misturavam com a burguesia, e todos eles possuindo os seus problemas e vícios, decorrentes do meio em que vivem.

O autor descreve a sociedade brasileira da época, formada pelos portugueses, os burgueses, os negros e os mulatos, pessoas querendo mais e mais dinheiro e poder, pensando em si só, ao mesmo tempo em que presenciam a miséria, ou mesmo a simplicidade de outros.

Essa obra de Aluísio Azevedo tem dois elementos importantes: primeiro, o extensivo uso de zoomorfismo; e, segundo, cria um microcosmo (Que é o cortiço do título). O cortiço também é ostensivamente personificado no decorrer da obra, sendo muitas vezes tratado como um único personagem ("Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.", capítulo III).

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Conde de Monte Cristo



o-conde-de-monte-cristoO Conde de Monte Cristo trata-se de uma obra que versa 
sobre a condenação e encarceramento de um inocente,
 motivados não por erro de justiça e sim, por conveniência de 
pessoas envolvidas no retorno de Napoleão da Ilha de Elba 
para recuperar o trono perdido. Durante uma década e meia
 instruído em todas as ciências da época e tendo adquirido
 gostos e maneiras refinados através de estreito 
relacionamento com um companheiro de cárcere 
(abade de cultura enciclopédica), este homem mítico foge
 milagrosamente da prisão e reaparece em Paris, acobertado
 sob o manto de riquíssimo e poderoso nobre estrangeiro, 
com o firme objetivo de restaurar a sua justiça particular. 
Saídos da pena de Alexandre Dumas, desfilam no texto personagens de toda a alta sociedade
 parisiense - aristocratas e burgueses enriquecidos - que realizam grandes negócios, mantêm 
romances ocultos, todos movidos por múltiplas e intensas emoções humanas.   

Dom Casmurro é um romance do escritor brasileiro

 Machado de Assis. 

dom-casmurro
Foi publicado em 1899, 

e é um dos livros da 

literatura brasileira 

mais traduzidos para outros

idiomas.


É uma obra do Realismo 

brasileiro.


A história se passa no Rio de

 Janeiro do Segundo Império,e conta a trajetória de Bentinho 

e Capitu. 


Pássaros Feridos

passaros-feridos

A história do padre Ralph de Bricassart,
 que passa a vida no dilema de seguir na vida religiosa ou 
abandoná-la e viver plenamente seu amor por Maggie,
 que conhece desde criança, 
quando ela foi morar numa fazenda na Austrália 
de propriedade de sua tia Mary Carson, 
apaixonada por Ralph.
 Maggie, depois de crescida, 
acaba se casando com Luke O‘Neill, 
Ralph segue em sua escalada rumo ao passado, 
e são infelizes.

   

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

E o vento levou


 E o Vento Levou...
Ganhador do prêmio Pulitzer de 1937, traduzido para 51 línguas, nunca a obra de uma iniciante obteve tamanho sucesso . Em 1932 quando foi atropelada e obrigada a passar um longo período hospitalizada, Margareth Marsh não imaginava poder tornar-se uma das escritora mais famosas de seu tempo . O livro conta a história de sua cidade natal Atlanta, a guerra de secessão que dividiu os estados do norte e do sul dos Estados Unidos , numa luta sangrenta. Assim foi criada Tara , uma enorme fazenda que abrigava a família O'har
Delicioso.....li o livro,assisti o filme no cinema  durante 4 horas ,nunca assisti um filme tão longo,mas foi lindo! e o livro foi um dos melhores que já li.

Utopia




Embora Utopia signifique lugar nenhum, ela representa uma ilha com uma comunidade perfeita.
O livreto descreve o encontro de Thomas More, seu amigo Peter Gilles, e um velho estrangeiro chamado Raphael Nonsenso no jardim do hotel de More, na Antuérpia. Raphael é um antigo marinheiro que viajou com Américo Vespúcio. Após a morte de Vespúcio, Raphael continuou a viajar para novos lugares, incluindo Utopia.Sua descrição da terra ideal compreende o escopo da estória. Utopia é um lugar onde não há propriedade privada, onde todos trabalham, mas sem exageros. Os moradores de Utopia trabalham por três horas pela manhã e por três horas a tarde com um intervalo de duas horas no meio. Os empregos não dependem da pessoa ser homem ou mulher ou da sua formação anterior. Todos em Utopia vestem uma mesma roupa lisa. Os moradores de Utopia adultos não usam jóias; eles consideram os metais preciosos e as jóias como brinquedos para crianças. Um trecho do livro descreve a chegada de embaixadores estrangeiros. Eles usavam as jóias extravagantes e as vestimentas das cortes européias. Quando eles desembarcaram, eles ouviram, por acaso, as crianças rindo e dizendo: "Olhe para os bebezões". Os embaixadores logo perceberam que os seus jogos de prestígio não iria funcionar em Utopia, e eles tiraram as jóias. Embora nós, como leitores, podemos ser tentados a pensar que estas são as visões idealísticas de More, assim como o personagem de sua história, ele leva um certo tempo para aceitar todo o estilo de vida utopiano.Entretanto, Utopia é um ataque amargo a sociedade do renascimento cristão europeu. Ironicamente, os habitantes de Utopia são pagãos, apesar de que, na prática, eles são melhores cristãos que os cristãos europeus. Em outras palavras, os habitantes de Utopia são pacíficos, amáveis e respeitáveis. É ensinado a cada criança a cultivar a terra e sua educação artística liberal não tem fim em uma determinada idade. Entretanto, More não concorda com todas as práticas dos moradores de Utopia, ele permanece com muitas de suas idéias. Assim, o livro termina com More dando conta de que Inglaterra e Europa jamais irão adotar uma visão utopiana.

Admirável Mundo Novo

Admirável Mundo Novo






 (Brave New World na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.



O personagem Bernard Marx sente-se insatisfeito com o mundo onde vive, em parte porque é fisicamente diferente dos integrantes da sua casta. Num reduto onde vivem pessoas dentro dos moldes do passado uma espécie de "reserva histórica" - semelhante às atuais reservas indígenas - onde preservam-se os costumes "selvagens" do passado (que corresponde à época em que o livro foi escrito), Bernard encontra uma mulher oriunda da civilização, Linda, e o filho dela, John. Bernard vê uma possibilidade de conquista de respeito social pela apresentação de John como um exemplar dos selvagens à sociedade civilizada.
Para a sociedade civilizada, ter um filho era um ato obsceno e impensável, ter uma crença religiosa era um ato de ignorância e de desrespeito à sociedade. Linda, quando chegada à civilização foi rejeitada pela sociedade.
O livro desenvolve-se a partir do contraponto entre esta hipotética civilização ultra-estruturada (com o fim de obter a felicidade de todos os seus membros, qualquer que seja a sua posição social) e as impressões humanas e sensíveis do "selvagem" John que, visto como algo aberrante, cria um fascínio estranho entre os habitantes do "Admirável Mundo Novo".


Uma rua como aquela

Lucília Junqueira de Almeida Prado

Numa rua sem saída, situada na cidade de São Paulo em início de modernização, pré-adolescentes vivem às voltas com estudos, jogos, namoros, alegrias e tristezas partilhadas por adultos simpáticos e cúmplices. 

Livro que marcou minha juventude, durante a leitura eu me mudava para dentro dele. me transportava para uma rua sem saída, travessa da avenida Brasil, em São Paulo(bairro em que eu morava) e que me fazia imaginar diálogos com o Reinaldo, o Alexandre, a Fátima, a dona Iaiá do piano, o Planador, o Carlão, a Lavínia -Não tenho mais esse livro mas gostaria de reler a carta de Alexandre que Lavínia lê para a garotada no dia em que a Apolo 11 pousa na Lua, a molecada levando de volta o piano de dona Iaiá, a fala decisiva do Avarento no fim do livro. Acho que é disso que os livros inesquecíveis são feitos: boas histórias e excelentes lembranças.